10 setembro 2008

I saw you then u saw me

No sábado passado estava eu à espera do autocarro no terreiro do paço quando reparei num rapaz que também estava à espera do (mesmo) autocarro. Olhei pelo canto do olho e vi que era girinho (lol) t-shirt roxa e óculos aviador, moreno, cabelo escuro... what a man lol. Entrámos para o autocarro - eu, entretanto, tinha sobrevivindo a uma pancada de bunda que uma gaja mt aflita para lá me deu - vejo que ele se aproximava de mim (que estava encostado naquela parte articulada dos autocarros) sorri e corei - como é tão típido. E eu abri o livro (estava a corar tanto) fingi que comecei a ler... como era óbvio (im no saint) não estava. Saímos no mesmo local e ele andou e eu andei, perdemo-nos na multidão. Antes havia-me parecido que ele falava ao telemóvel e sorria enquanto falava, com certeza deve fazer alguém muito feliz - surpreendentemente, pensar nisso, pôs-me feliz também.
No dia de hoje, enquanto andava de bicicleta aqui na minha cidade tão azafamada em obras reparei numa figura (era ele outra vez! *morri* lol não...) olhei para ele, ele olhou para mim sorriu, sorrimos. E haverá dúvidas quanto à sua orientação sexual? Bem, eu não sou discriminador, mas quando se anda com um lenço rosa ao pescoço está-se, pelo menos, bem certo do que é... não digo nada mais... (a não ser que vinha com uma t-shirt branca e os seus óculos fantásticos... wow ok finito!)
PS: À primeira, não foi, à segunda, tão pouco... mas à terceira... talvez vos tenha uma história interessante para vos contar=P - hey! como por exemplo? Um café... ou algo assim;)

09 setembro 2008

Quando estas ruas se convertem em contos

Ainda me lembro daquele frio Novembro, e era nele a cidade de Lisboa, que com a sua inconfundível luz branca, subtilmente dispersa, onde dispersava eu a imensidão do meu pensamento. Caminhava para o castelo tão recto e orientado sobre si mesmo no topo da colina. Todas as ruas eram um labirinto de casas e de pessoas, cabendo em cada uma história, que por ser profusamente vivida, não descrita, se tornava particularmente especial. A rua que sobe desde o miradouro de São Vicente de Fora, perto da Igreja dos Cavaleiros da Ordem de Malta é particularmente representativa disto que vos conto. Mas ainda era naquela tarde solarenga que o sol se escondia por entre os azulejos portugueses e as pesadas ramagens verdes das árvores e as pessoas recorriam à sua rotina sobradjacente às necessidades desse mesmo quotidiano. De modo particular, lembro-me de uma lua estampada entre o Tejo e a cidade; branca, tão imóvel, tão fria como um gesso, magnífica fora a sua presença que de entre todas as presenças esta era a certa para preservar em minha memória o significado da tarde. Percorri as estreitas ruas até que encontrei o castelo preservado como um elemento integral da cidade, mas tão imenso que parece ser a cidade o elemento integral da sua estrutura. Creio que após viver estes anos em Lisboa, a resposta a esta questão põe-se-me ridícula e desnecessária - e se querem que admita, não tem muito a haver para o caso. E bem que entrei numa casa perto do castelo e virei-me de costas encontrei um moço de cuja figura não me posso esquecer.
Alto, moreno, olhos claros, trazia - apesar do ar frio do doce Novembro - uma camisa de cavas. Então, como um capricho do destino, o tempo parou, afunilou-se, alongou-se e, simultaneamente, tornou-se leve e simples. Tão simples que bastou um olhar comum para que houvesse, ainda que com efemeridade, algo ali. E ele continuou a olhar e eu continuei a olhar esqueci-me de grande parte do que aconteceu nesse dia, pela ordinariedade do quotidiano. Mas isto decorrido, não pude esquecer.
Mas a família esperava, aguardava a minha presença, eu não podia, não queria ir, ele detinha-se. Que sentido, que desgraça! Esta tragédia que é o espaço vivo do meu coração.
Queria trazer algo palpável, a liberdade talvez. Hoje o que vos conto é o pedaço desses segundos da minha vida que aconteceram perto do Castelo da preciosa cidade de Lisboa. E, ainda hoje, quando passo o dito local, o meu coração, o olhar aceleram-se e escorrem-se para esse espaço. 'Porque sou como uma onda no mar, o céu azul infinito ninguém me pode prender'. Que doce Novembro, em que a Lua ia baixa sobre o Tejo e os pinheiros balançavam sua dança milenar de milhares de vozes prometendo essa tão esperada liberdade.

07 setembro 2008

O 'Gay' Leão

Afinal ele não queria ser bem rei...

Me is back!

Estou de volta para todos para os amigos, para os que me querem bem e para os que me querem menos bem... As férias terminaram e agora voltaram as aulas (bem ainda não) mas pelo menos conto em actualizar o blog... nem que seja para fazer concorrência a uns feiosos que pensam que sabem fazer blogs (Luso não é para ti!). Vá fiquem bem e comentem;)

Abraços.

12 agosto 2008

When the rain is pouring down



Não tenho muitos comentários a fazer sobre esta música... We may just say the rain is pouring down.

07 agosto 2008

Uma rosa para alguém especial

Quem me dera poder oferecer-te, agora, uma rosa. Quem me dera que essa rosa não tivesse espinhos só pétalas de um vermelho intenso, cor e cheiro indescritíveis. Quem me dera que ela fosse na tua boca, poisar, entre mil desejos e carícias. Sou teu. E estou apaixonado. A rosa que te dou não pode ser a paixão que sinto por ti, senão mesmo o veículo e vínculo desse sentimento, e mesmo que estes termos te pareçam exacerbados - atirados com demasiada força, não os ignores, são verdadeiros. Tão pouco posso manifestar mais do que estou a sentir, não é o meu jeito, não é parte do meu ser. Quero acordar contigo todas as manhãs e dizer que o Tejo iluminado pela luz do sol é igual, é quente para todos. De manhã acordar-te-ia com infinitas rosas espalhadas sobre o quarto e o perfume, seria lindo, o do oceano - esse cheiro de maresia infinito de promessas e de luares, onde te quero para sempre nesta viagem, no meu tempo, no meu espaço.

Para o mr. D, com amor que me arrebata as palavras, as imagens, os cheiros, os sons e tudo o que crescia cinzento antes.


02 agosto 2008

Caipi?

Há coisas mesmo maradas ... como por exemplo pensar que eu fico a olhar para o novo anúncio do Bacardi por haver muitas gajas a dar ao rabo... desengane-se eu não mudei o gosto... mas o que eu acho espectacular é o sorriso do barman... yup isso vale aguentar umas sacudidelas de bunda do sexo oposto... espectacular mesmo... lol