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29 julho 2008

Este tempo sem imagens

Caminho nesta marginal de sonhos onde por vezes poisa o reflexo do luar morto e baço. Este verão é frio e eu gelo... longe os barcos apitam com as suas luzes fantasmagóricas que parecem pássaros enormes, brancos, com duas luzes figurando duas asas imensas. E em tudo há tua imagem, a tua memória. E eu persisto seguindo, só a persistência do meu passo a seguir ao meu passo anterior, me faz crer, sempre por breves momentos, do acreditar da tua vinda.

27 julho 2008

Chasing cars

O que eu te queria dizer nem sei se faz sentido, enquanto escrevo à luz deste fim de tarde. Talvez devesse pegar na minha bicicleta e fazer-me à estrada enquanto busco o meu coração entre as minhas mãos. Sei que pouca poesia te faz diferença, mas não me importo, eu pouco sei que sou assim, mas que não sou só isso sei eu bem. E a rua chama-me porque a minha casa me oprime, estas quatro paredes figuram-se como o que me aperta e nada me caí pior do que a distância. Ao menos se houvesse um sinal em que pudesse acreditar, o tempo seria todo meu. Se eu acreditasse. E a brisa corre ligeira neste fim de tarde, talvez me deixe apanhar por ela, porque os meus sentimentos não transportam alegria. E o que eu mais quero é o que não tenho é o que não posso ter. Pego na bicicleta e saio, o tempo é meu e desenho-o como quem desenha um objecto do seu prazer. Ao menos isso. E se ainda me conhecesses e se ainda eu te conhecesse, talvez pudesse crer em algo mais. Como o tempo nos engana nesta estrada, eu mesmo sou algo que não se compreende nem numa noite, sou muito mais que isso. Tenho saudades, mas não exprimo, não conto nem às paredes que me oprimem. Porque o meu desejo não é atingir os outros por não ter algo que, do mais fundo do coração, quero. Porque o meu desejo é puro e é ter-te. E sinto como se estivesse a tentar alcançar os carros que passam por mim na estrada, em vão...

Bibóporto

E Mái nada!

Um pequeno post para agradecer à cidade e aos meus novos amigos que, entretanto, fiz lá na Invicta! Uns fixes! Espero que tudo vos corra bem e que não chova mais durante o verão... cá no sul tá um calor que n se pode lol... ah pois é não se pode ter tudo!!

E como vós sabéis estou um pouco nas nuvens ... o que acho, me parece perfeitamente normal ;P fica então aqui uma música para ouvir e reouvir... e que dedico a uma pessoa que, independentemente do que acontecer ou do que alguma vez acontecerá ficará para sempre nos meus pensamentos. Adoro-te pah!**
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It's a little bit funny this feeling inside
I'm not one of those who can easily hide
I don't have much money but boy if I did
.I'd buy a big house where we both could live
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If I was a sculptor, but then again, no
Or a man who makes potions in a travelling show
I know it's not much but it's the best I can do
My gift is my song and this one's for you
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And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple but now that it's done
I hope you don't mind
I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world
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I sat on the roof and kicked off the moss
Well a few of the verses well they've got me quite cross
But the sun's been quite kind while I wrote this song
It's for people like you that keep it turned on
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So excuse me forgetting but these things I do
You see I've forgotten if they're green or they're blue
Anyway the thing is what I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen
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PS: Agradeço também ao padre que não nos incomodou na Sé HEHE LOOL Aquele momento foi lindo... agradeço-te, e tu foste e és lindo;)

16 julho 2008

Este frio de futilidade

Quando penso na Hipocrisia de certas pessoas dá-me para pensar como é possível que duas faces, dois termos, duas permissas se adequem tão bem numa pessoa?

Este post é dedicado a todas as pessoas que pela sua futilidade mostraram-me como a vida pode ser cruel às vezes e, paradoxalmente, também me mostraram o caminho da luta e do respeito à minha pessoa em primeiro lugar. Não me esquecerei disso se tiver na minha mão a oportunidade de os pisar. Porque eu não esqueço os meus amigos, nem sou de psique vingativa nem de arranjar problemas, mas quando gozam comigo ao ponto de ser uma marionete dos vossos desejos, neuroses e psicoses, é claro que vos considero uns idiotas infantis. Desculpem, não tenho complacência. !Qué se JODAN! Estou aqui para ficar e para me tornar tão melhor que eles, que os vou esquecer a partir do momento em que porei o ponto final neste parágrafo.

12 julho 2008

Deixa-me a pensar

(Fonte: Google Maps)

Há alguns dias convidei uma amiga para visitar a cidade de Lisboa. Bem vistas as coisas, é uma cidade interessante com uma luz excepcional. Uma cidade que representa o esplendor dos descobrimentos. Ela veio. Divertimo-nos experimentámos o máximo de coisas que eram possíveis experimentar dentro do pouco tempo em que ela se encontrava cá. Até a acolhemos aqui em casa demos-lhe de tudo do bom e do melhor...

Agora que seguiu a sua viagem Europa fora, vejo com facilidade, pelo seu facebook e blog que se «esqueceu» de colocar comentários e fotos alusivas ao tempo que passou aqui. Mas dos outros locais por onde passou depois não se esqueceu de tecer longos e inúmeros comentários... Muito bom, maravilhoso, o comentário cliché que qualquer local esperaria ouvir. «Uma cidade maravilhosa, luminosa e que tem de tudo sem se esgotar. É genial». Pagámos e ajudámo-la com os transportes as entradas, compreendemos que não podia gastar nenhum dinheiro extra. Como bons portugueses que somos, facilitámos a sua vida. Para quê? Para que mais uma vez fique provado de quem bebe e comunga da hipocrisia fá-lo-á mais do que uma vez na vida, mas sempre e sempre com o mesmo à vontade e o esquecimento temporário de quem precisa num dado momento.

Tristes sacanas estes portugueses que não aprendem a ser más pessoas de vez em quando.


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Lisboa e o meu país podem já não ser a superpotência ou centro do mundo. Mas prefiro-os assim luminosos das suas virtudes e não cinzentos das suas falsidades.